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interesse por civilizações antigas

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Estudante de civilizações antigas, em especial o Egito e sua arte
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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A pedra de Shabaka

Shabaka foi um rei núbio, kushita, que governou no Egito, durante a 25ª Dinastia.

Um texto chamado cosmogonía menfita, uma crença sobre a origem do mundo, foi escrito em papiro e no seu reinado, Shabaka o esculpe numa pedra que por sua importância foi chamada de "A Pedra de Shabaka". A pedra foi reutilizada num moinho, e a parte principal do texto escrito na pedra foi conservada e pode ser comparado ao primeiro texto da Bíblia: Gênesis, capítulo 1 e também ao texto de João, capítulo 1, versículos 1 a 14.


O rei Shabaka conquistou todo o Egito fazendo alianças com a Assíria. Ordenou construções em Mênfis, Abidos, Dendera, Edfu. Em Karnak restaura o cargo de sumo sacerdote de Amon colocando seu filho para assumir o posto e sua irmã, Amenirdis I,  ganha o título de 'Divina adoradora de Amon".

Shabaka foi sepultado em El-Kurru na Núbia.




terça-feira, 12 de junho de 2018

Reino de Kerma


Neste link vemos a existência do Reino de Kerma no Sudão, existente entre 2500 a 1600 a.C. Localizado entre o Mar Vermelho e a planície de Saqqara, tornou-se uma potência militar que dominou a Núbia. Os egípcios sentiram-se ameaçados com o crescimento do reino e o conquistaram em aproximadamente 1600 a.C. 

Fonte: <https://youtu.be/yyFpW8NGS78>acesso em 06.2018





Na necrópolis de Kerma notam-se vestígios de rituais e de sacrifícios humanos. As pessoas aceitavam voluntariamente para serem sacrificadas em honra ao deus (provavelmente Amon). Algumas porém parecem ter sido forçadas por estarem protegendo a cabeça de um possível golpe.

No ano de 1600 a.C. o  reino encontrava-se no seu auge. Os egipcios o conquistaram nessa época. A conquista foi oferecida ao deus Amon.  Demoliram kerma e expandiram seu dominio até o Sudão.







sábado, 16 de dezembro de 2017

Núbia

A Núbia é a região do deserto do Saara, que situa-se no vale superior do rio Nilo e que hoje em dia pertence ao Sudão.  Sua capital é Cartum.

Aswan é uma cidade da Núbia e fica as margens do Rio Nilo, num local tranquilo, longe da agitação do Cairo. Possui língua própria. Um dialeto chamado 'Núbia'. 

Os núbios são egípcios de tonalidade de pele mais escura que os demais egípcios do país.

A rainha Tiye (século XIV a.C) era núbia. Esposa do faraó Amenhotep III. Exerceu forte influência no governo do Egito mesmo após a morte do marido.

Os núbios formaram um reino próprio, o Reino de Kush. Eram exímios arqueiros. Numa época, o Egito mobilizou seu exército para conquistar Kush e suas minas de ouro. Após a conquista submeteram os núbios a religião e costumes próprios do Egito, porém a administração da Núbia continuou a cargo dos núbios. A Núbia torna-se o vice reino do Egito. A cidade núbia de Napata tornou-se seu centro religioso servindo de culto aos deuses: Ísis, Osíris e Amon.

Liberta do domínio egípcio, a Núbia continuou com relações estreitas com o Egito, principalmente quando o assunto era a defesa do pais. Os aliados núbios eram mais que necessários, principalmente contra o Império Assírio.

Taharqa, o mais poderoso faraó negro, liderou o exército egípcio até Jerusalém para ajudar a cidade contra a invasão assíria.

Os assírios usavam armas de ferro superiores a lanças e espadas de bronze dos soldados egípcios e kushitas. Por este motivo a Assíria por vezes conseguiu vencer alguns embates contra o Egito.

O rei assírio quando tomou a cidade de Menfis deixou a seguinte citação registrada numa estela:

" Sua rainha, seu harém, seu herdeiro, e o resto de seus filhos e filhas, seus bens, seus cavalos, seu gado e suas ovelhas em números incontáveis, eu levei para a Assíria. Arranquei do Egito a raiz de Kush"
(Estela de Esarhaddon, rei da Assíria, 681 a 669 a.C)

Em 660 a.C. terminava a dinastia dos faraós negros. Kush e o Egito seguiram caminhos diferentes. Suas estátuas foram quebradas e enterradas. 

(Meroe é outra importante cidade Núbia, construída após a volta dos faraós negros do Egito) 




Meroe tem 117 pirâmides.
Em 1834 um explorador italiano Giuseppe Ferlini explodiu o topo de todas as pirâmides em busca de ouro.
O reino de Kush sobreviveu por 100 anos a egípcios, gregos e romanos. 

Na Núbia encontra-se uma montanha chamada: Jebel Barkal, considerada a morada do deus Amon. 

fonte: Baseado em Youtube <https://youtu.be/GCbSpRjcbLw> acesso em dez.2017



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ilha de Sehel

Localiza-se a 5km de Assuã.
Foi uma ilha sagrada relacionada as divindades das cataratas do Nilo.
Acredita-se que haviam dois templos no local. Um dedicado a Khnum e a Anket (Anukis).
Foi uma estação de repouso e peregrinação.
Mensageiros enviados pelo rei, deixaram textos de gratidão aos deuses desta terra.
O texto mais importante fala sobre um período de fome que durou cerca de 7 anos, no reinado de Djoser.
Entre outros textos cita-se o do vice-rei da Núbia "Huy", que data na época de Ramsés II, o de Senuseret III, Ahmósis II, Passer (alto sacerdote de Khnum, Satet e Anket), Tutmósis.




(imagem da tumba de Huy - lembra muito um foguete espacial...)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Faraó Sesóstris III ou Senuseret III

Filho de Sesóstris II. Conhecido como Senuseret III. Reinou entre 1878 a.C e 1841 a.C (12ª Dinastia).
Grande conquistador na Ásia e na Núbia.
Seu nome ficou de tal forma ligado ao domínio egípcio a ponto de ser chamado como o deus protetor dessas regiões.
Sesóstris III cavou um canal nos rochedos junto junto à primeira catarata do Nilo. O canal tornou-se poderoso para as frotas de guerra que apoiaram o faraó no estabelecimento da lei egípcia na Núbia. Construiu um muro de adobes (tijolos de terra crua, água e palha) nos dois lados da primeira catarata em Shedall. Construiu também uma rede de fortalezas na baixa Núbia (Buhen, Mirgissa, Semna e Kumna) e vários templos, como o dedicado ao deus Montu (senhor da guerra do Antigo Egito), em Tebas.